Teorias, 12

Hoje, dia de limpeza. Manha inteira, olha soh.

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Chego uma hora mais cedo, pra articular, com o orientador, a escrita da dissertacao para o ano que vem. Muito estimulante. O cara diz que esta muito tranquilo com o caminhar da pesquisa. Sinto confianca – o que, confesso, ate aqui nao tinha (nao por incompetencia do cara. Longe disso. O Jorge eh competentissimo, manja muito de epistemologia, historia e ensino da geografia. Mas, como trabalha exageradamente, me sentia meio que ao relento. O fato eh que jah nao me sinto assim. Ponto)…

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Apresentaram trabalhos o Alexandre, Ronaldo, Marcelo e Adriana. Rita nao veio. Preocupado, ligo e descubro que esta internada. Mal, isso.

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A mil com os trabalhos. Inteeee.

dezembro 6, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 11

Apesar da reclamacao de inercia, dia desses, os ultimos dois dias tem sido promissores. De uma so vez, fechei dois trabalhos e estou finalizando o terceiro. Ha ainda um, mas que, por experiencias passadas, nao devo demorar muito para confecciona-lo.

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Hoje foi minha apresentacao na aula de teorias. Bacana, pena que tinha poucos alunos.

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De quebra, reestruturei a proposta de dissertacao. Agora, contara com apenas tres capitulos. Como um ja esta desenhado e, dos outros dois, tenho um quase pronto, nao vejo trabalho exagerado para o ano que vem.

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Ainda meio traumatizado com a perda da bolsa da SCT/TO, mas vivo. Quero muito passar tudo isso e, enfim, imaginar que tudo isso foi valido – embora minha razao, talvez contaminada com exageradas doses de pessimismo, me diz justamente o contrario.

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Estou desde ontem tentando falar com o cara do BMC. Enrolacao.

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Inte.

novembro 29, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 10

Ao contrário do que ontem eu disse, a manhã hoje foi bastante produtiva. De uma só tacada, escrevi dezessete páginas para o trabalho de conclusão da discipĺina de Urbanização. Como é feito, em tese, a três mãos, passei para meus dois colegas para lerem criticamente o material. Fiquei satisfeito com o resultado, embora não almocei – de novo!

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Desde ontem me baixou uma preocupação sem fim. Quase desespero – de novo. A conta corrente bateu novo recorde negativo. Há ainda contas e mais contas para pagar. E os fdp que me devem não pagam. E a desgraça do banco não cancela o contrato. Ao que parece, em dezembro devo, de novo, ter descontado um terço do salário.

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A aula de hoje, enfim: o sempre bacana Jorge nos brindou com uma aula dialogada. Posso ser meio simplista, mais adoro essas aulas assim. Todos discutem, elaboram o contraditório e tal. Acho, aliás, que todas as aulas da pós deveriam ser dessa forma. Vai ver…

Discutimos, superficialmente, o texto do Stoddart, em espanhol. Seguidamente, discutimos as estratégias para apresentação dos trabalhos – que começam na próxima semana e eu, felizmente, estarei na primeira leva de apresentadores.

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A avaliação funcional chegou hoje. Já remeti-as de volta. E continuam sendo feitas do mesmo jeito: apontam falhas, mas não indicam caminhos. Acho que minha nota irá baixar – inclusive por ser avaliado por uma pessoa que sequer me conhece (!).

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Planejo fechar o trabalho da Marisia nesse fim de semana. Vamos ver.

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Já pensei em tirar ‘o grito’, de Munch, aí da cabeceira do blog. A julgar pelas ultimas sensações, melhor deixar assim.

Inté.

novembro 22, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 9

De fato, madruguei na USP. Caí numa sala de estudos sociais para ensino primário – o que é, de fato, tema bastante semelhante ao meu. Aceitaram meu trabalho. Apresentei – e uma série de perguntas, vindas de historiadores, me acuaram quanto a metodologia e conceitos abordados no trabalho. Aliás, me senti importante: nunca tive tantas perguntas para responder ao apresentar esse trabalho (que, diga-se de passagem, não é a primeira vez…).

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Cheguei na aula quase em cima da hora. Fome? um baguete e tudo tá resolvido.

A aula foi até o intervalo. Liberado para participar da semana de geografia, fiquei até às 18 com o prof. orientador. Discutimos andamento da pesquisa, com situações futuras, do tipo banca-para-qualificação.

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É isso. Inté.

novembro 8, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 8

A aula, hoje, foi meio que ‘seminários’. Tivemos que apresentar um mapa de nossas idéias para o mestrado. Coisa simples.

Rendeu um debate até interessante no final da aula. Uma colega – das mais queridas, até – apresentou sua pesquisa sobre a inserção das relações virtuais na criação de novas territorialidades.

Daí, um dos aspectos levantados, para ressaltar a preponderância da internet, foi a desumanização do homem.

Bom isso – eu disse – o danado é que toda a vida metropolitana está desumanizada. E aí soltei uma dezenas de exemplos – desses que ficam engasgado na pele de um cidadão normal em contato com a frieza (em todos os sentidos) da vida paulistana.

Certo, certo.

outubro 4, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 7

De manhã, coletar material na internet para a disciplina do dia. E responder alguns e-mails.

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Aliás, recebo e-mail do editor da BGG. O artigo foi aprovado e já está publicado. Melhor, impossível.

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Aula à tarde, discussão do texto internético do Marcos Carvalho. Em tela, as contribuições de Ratzel, teoria do conhecimento e interdisciplinaridade. Com, claro, um excelente debate no final da aula.

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Ganho, pelo menos verbalmente, um exemplar da Terra Livre. Vamos ver…

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À noite, trabalho com o grupo do Lattes. Coisinha rápida.

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Inté…

setembro 27, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 6

Pois é. O velho desespero retornou. Já até imaginava retirar a imagem no topo do blog (recorte de O grito, de Munch).

Enfim, essas notícias. Ter me deixado levar pelo otimismo talvez seja a razão de tanta frustração.

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Sou teísta convicto. Dada a situação de penúria e indefinição, as alternativas, colocadas em um debate que confirmasse ou não minhas convicções, girariam em torno de:

a) Deus existe mesmo? Se sim, porque não cuida de seus fiéis?

b) O que fiz para merecer tanta dor, aflição, pavor, medo, desespero?

c) O que é um projeto de vida, nessas condições? É justo continuá-lo?

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Olhando para um pequeno cãozinho, confortavelmente instalado em um Audi, que insistia em retribuir o olhar, já não posso dizer que o que passo é uma vida de cachorro. Em algumas circunstâncias, cão vive melhor que a gente.

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Agrava ainda o fato de não ter uma voz amiga, um ouvido disposto a, pacientemente, receber as lamúrias. Pesa o fato de não ter ninguém para conversar. Dói saber que, em algumas circunstâncias, não sabemos dimensionar o valor de uma amizade.

E isso só aumenta minha solidão, minha tristeza. E meu absoluto pavor.

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Recebo recado de que na primeira semana de outubro deveremos ir a Palmas. Esse mês promete. Terceira semana não haverá aula e na quarta devo retornar ao Tocantins. Literalmente, um mês perdido para a pós.

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Em julho, eu torcia para que o mês passasse logo. Vejo que o problema não estava, esotericamente, naquele período.

Peço a Deus, sinceramente, que não me deixe indiferente ao tempo que passa. Que não torça para os dias serem breves. Não, a vida aqui na terra é muito curta pra gente ficar à margem de tudo e de todos. Não quero estar sujeito a passividade. Amar, sim; odiar, talvez; ser indiferente, nunca.

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Segue update logo mais.

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A aula foi muito boa, como sempre. Minha leitura de Lacoste, infelizmente, foi um pouco desleixada – por conta de todo esse problema emocional. E logo hoje o professor coloca os alunos para debaterem…

Sorte minha que as idéias, detalhadamente abordadas em um livro escrito momentos depois da publicação do artigo que estávamos lendo, não eram novidade para mim. Resquícios da preparação para o mestrado na UFU, vejam só…

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Deu certo de ir com o Paulo hoje. Vamos ver.

setembro 20, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 5

Engracado como alguns minutos antes – e depois – da aula valem tanto quanto a propria. O Jorge sempre chega alguns minutinhos antes. Aproveita alguns alunos ali e, de repente, a discussao retorna a temas epistemologicos. Hoje nao foi diferente. Comecamos a discutir as crises da ciencia antes mesmo de comecar a aula. Muito bom.

A aula, em si, foi tranquila. O professor continua reforcando o carater de geograficidade que nossos trabalhos devem ter. Levou hoje, por exemplo, um excerto de Varcacel, o geografo espanhol, para discutir os fundamentos do discurso geografico, envolvendo as categorias da geografia e o discurso geografico, que, evidentemente, nao sao as mesmas coisas.

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Conversamos, apos a aula, sobre os projetos. Somos quatro alunos que serao seus orientandos.

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Embora acuse o recebimento do e-mail que enviei antes mesmo de viajar, o prof. nao respondeu. Disse que nao teve tempo.

Temo por isso.

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A proposito, comecamos a conversar sobre os discursos geograficos inerentes nas obras didaticas de antanho. Levei tres ou quatro exemplos de livros com mais de setenta anos de publicacao. Entre uma conversa e outra, a interrupcao, frente a imperiosa necessidade de refazer os projetos da graduacao e pos para o redesenho da PUC.

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Vao me inscrever tambem no grupo de pesquisa em epistemologia. Bao demais.

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Comprei Pensar e Ser em Geografia, do Ruy Moreira. Parece ser muito bom. Discute epistemologia, ontologia e historia da geografia. E la se foi meus ultimos vinte reais.

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O Ronaldo foi as alturas. Isso porque, como qualquer servidor publico que milita na educacao, criticou um livro do Edgar Morin que estava em minhas maos, antes da aula. Eu, como bom atrevido, argumento favoravelmente ao frances. Chega o professor e desce o porrete na tal complexidade e, por tabela, na interdisciplinaridade. Satisfeito, encontro com Ronaldo no bebedouro, que me diz, com sorriso meia-boca, que ficou sem graca pelos comentarios do teacher…

Bobagem… tanto eu quanto ele gostamos da analise do Jorge, eheheh… ;)

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Ha um cara muito bacana no meio. Vinha sempre de social, com o notebook a tiracolo. E balancando o V-3 junto com algumas chaves com o logotipo da Volkswagen. Esperando a bolsa capes, e ela demorando, tornou-se mais austero. Nao traz mais o notebook e trocou as camisas de manga longa por algo mais… leve.

Mas mentira tem perna curta. Diz que nao foi aprovado na USP por perder a vaga para gente de fora (a regra sempre diz o oposto…) e que fala muitas linguas. Dai, estampado na pagina da USP, esta o nome dele como reprovado em linguas. Caso nao tivesse acontecido, provavelmente nao estaria por aqui…

Nao custa nada ser sincero, nao?

;)

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Inte.

setembro 13, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias e Metodos, 3

Discutimos hoje os fundamentos da geografia em Ritter e Humboldt. Os principios – entre eles a extensao/localizacao e a analogia.

Uma conclusao foi de que, embora muito popular a versao que ambos eram estimuladores de uma visao fragmentaria da realidade, os dois estudiosos germanicos consideravam a natureza em sua totalidade. A busca de conexao entre os fenomenos exemplifica bem isso.

Houve alguns pontos comicos na aula. Um deles, particularmente, nao posso deixar de registrar. Explicando sobre a preponderancia do objeto frente ao sujeito, ou a desconsideracao do sujeito na pesquisa cientifica de entao, uma colega saiu com a pergunta “e a geografia precisa mesmo de um sujeito?”. De rir. Ou chorar, depende…

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Conversei com o Prof. Edson sobre a ausencia. Indicou que a melhor saida mesmo e’ conversar com os professores. E que a coordenacao, obviamente, nao intervira’. Falta ainda falar com o Jorge e com a Vilma.

-*-

Diz minha lady que nao esta’ bem de saude. E jurei pra mim mesmo que, quando o doutorado sair, eu nao vou ficar aqui sozinho. Nao mesmo.

-*-

Abraco a todos.

agosto 23, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

Teorias, 2

Cada aula que passa, mais eu gosto dessa disciplina. Hoje, por exemplo, foi magistral: de uma confissao, ainda no inicio da aula, de uma aluna que nao tinha lido o texto por que, segundo ela, nao teve tempo, o professor resgatou a discussao sobre o que eh o tempo hoje e o que era na grecia classica. Dai veio discussoes de fragmentacao do tempo, pressao do mercado, maiores exigencias da academia e, consequentemente, maiores fragilidades na pesquisa.

Discutimos o texto em espanhol do Valcarcel. Uma discussao boa – tao boa que esquecemos, vejam so, do intervalo. Debatemos os fundamentos do conhecimento geografico entre os gregos, salientando a importancia e o contexto do nascimento das primeiras representacoes geograficas do mundo.

Os proximos textos sao de Tatham, publicado no Boletim Geografico do antigo CNG, e um capitulo de Historia da Geografia, de R. Closier.

~*~

O BMC continua me enrolando.

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Coisa estranha, isso: mudei inicio de julho e ainda devo pagar a conta de energia do respectivo mes.

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Ha previsao de amanha, sexta feira, ir para Goias.

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O prof. Edson, que havia combinado comigo a Orientacao para hoje, adiou para amanha. Devo torcer para a conversa ser rapida o suficiente para nao atrapalhar minha chegada em Guarulhos.

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Teclado ingles, sem acento, eh foda.

agosto 16, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia. Deixe um comentário.

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