Teorias, 5

Engracado como alguns minutos antes – e depois – da aula valem tanto quanto a propria. O Jorge sempre chega alguns minutinhos antes. Aproveita alguns alunos ali e, de repente, a discussao retorna a temas epistemologicos. Hoje nao foi diferente. Comecamos a discutir as crises da ciencia antes mesmo de comecar a aula. Muito bom.

A aula, em si, foi tranquila. O professor continua reforcando o carater de geograficidade que nossos trabalhos devem ter. Levou hoje, por exemplo, um excerto de Varcacel, o geografo espanhol, para discutir os fundamentos do discurso geografico, envolvendo as categorias da geografia e o discurso geografico, que, evidentemente, nao sao as mesmas coisas.

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Conversamos, apos a aula, sobre os projetos. Somos quatro alunos que serao seus orientandos.

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Embora acuse o recebimento do e-mail que enviei antes mesmo de viajar, o prof. nao respondeu. Disse que nao teve tempo.

Temo por isso.

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A proposito, comecamos a conversar sobre os discursos geograficos inerentes nas obras didaticas de antanho. Levei tres ou quatro exemplos de livros com mais de setenta anos de publicacao. Entre uma conversa e outra, a interrupcao, frente a imperiosa necessidade de refazer os projetos da graduacao e pos para o redesenho da PUC.

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Vao me inscrever tambem no grupo de pesquisa em epistemologia. Bao demais.

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Comprei Pensar e Ser em Geografia, do Ruy Moreira. Parece ser muito bom. Discute epistemologia, ontologia e historia da geografia. E la se foi meus ultimos vinte reais.

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O Ronaldo foi as alturas. Isso porque, como qualquer servidor publico que milita na educacao, criticou um livro do Edgar Morin que estava em minhas maos, antes da aula. Eu, como bom atrevido, argumento favoravelmente ao frances. Chega o professor e desce o porrete na tal complexidade e, por tabela, na interdisciplinaridade. Satisfeito, encontro com Ronaldo no bebedouro, que me diz, com sorriso meia-boca, que ficou sem graca pelos comentarios do teacher…

Bobagem… tanto eu quanto ele gostamos da analise do Jorge, eheheh…😉

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Ha um cara muito bacana no meio. Vinha sempre de social, com o notebook a tiracolo. E balancando o V-3 junto com algumas chaves com o logotipo da Volkswagen. Esperando a bolsa capes, e ela demorando, tornou-se mais austero. Nao traz mais o notebook e trocou as camisas de manga longa por algo mais… leve.

Mas mentira tem perna curta. Diz que nao foi aprovado na USP por perder a vaga para gente de fora (a regra sempre diz o oposto…) e que fala muitas linguas. Dai, estampado na pagina da USP, esta o nome dele como reprovado em linguas. Caso nao tivesse acontecido, provavelmente nao estaria por aqui…

Nao custa nada ser sincero, nao?

😉

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Inte.

setembro 13, 2007. Disciplinário, Teorias e Metodos em Geografia.

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