Ensino, 3

A primeira parte da aula foi uma espécie de debate empírico. Ensino de nove anos, iniciativas estaduais no aumento da escolaridade em anos, avaliação do PNLD. Na segunda parte, novos detalhes da construção da proposta curricular de Geografia. Desvelou, por exemplo, a contribuição de figurões no documento paulista, tais como Vesentini, Seabra e Ariovaldo. Discutimos, ainda, a distância entre o ensino superior e os professores, com muitos exemplos – entre os quais o meu. É visível o pouco interesse dos professores universitários no ensino de geografia nas escolas de educação básica – e ausência de propriedade quando, muitas vezes, alguma intervenção é feita.

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Ontem visitei o Memorial da América Latina. Meu locatário foi comigo. Não vi tanta razão para deslumbre. Uma pequena biblioteca, com bom número de livros de literatura latino-americana. De geografia mesmo, muito pouco. Os computadores disponíveis eram, também, do tal Acessa São Paulo. Já havia conhecido horas antes, no Baby Barioni, um centro de treinamento esportivo estadual, e frequentei também depois no terminal da Barra Funda. É, aliás, uma excelente iniciativa de democratização do acesso as novas tecnologias. Taí um modelo a ser seguido da gestão tucana.

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Estava no terminal já indo para o Tietê comprar passagem. Resolvi ligar no TO e confirmar a data do encontro dos professores. Prudência nunca faz mal: o encontro foi adiado. Como já havia pago um bilhete, decidi ir a USP, fazendo transferência gratuita para os trens da CPTM. Devo ter chegado na estação da Cidade Universitária lá pelas 15 horas. Uma enorme ponte sobre o Pinheiros me prova o quão fétido pode ser um rio. Experiência horrorosamente prolongada por uns dez, vinte minutos. A chegada na FFLCH foi até simples, já que fica próxima a entrada da Cidade Universitária. Nos corredores do prédio da Geografia, tentei encontrar algum professor comum a minha área de pesquisa. Vi, de conhecido, somente o professor Manoel Fernandes. Simpaticíssimo. Para retornar da USP, refiz o mesmo trajeto, tendo a não tão agradável experiência de fazer o percurso num trem apinhado de gente. Muita gente mesmo.

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De manhã, digitei, na APG, as informações coletadas dias atrás no Boletim Geográfico. Vejo no final que ainda falta muitas informações. Tarefa para noite.

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Amanhã, aula do Bistrichi. É o meu segundo e doloroso passo de tentar abonar minhas faltas nas duas longas semanas que virão.

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A Marisia foi muito tranquila em relação a minha solicitação. Diz que compreende e tal. Aliás, era já esperado. É uma pessoa de ótimo trato. Vamos ver se a situação se repete com os outros docentes…

agosto 21, 2007. Disciplinário, Transformações no Ensino de Geografia.

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