Fim de semana
com propósito de escrever um artiguete. Bem, não preciso concluí-lo já. Isso torna as coisas mais agradáveis…
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Inté.
Orientação
Bem, sem agenda com o Edson, juliano foi a USP.
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De manhã, tese. Algo em torno de croquis e ensino de geografia. Ao que parece, doutorado não é um bicho de sete cabeças. A professora escreveu sobre suas próprias experiências, esqueceu de anexar alguns relatórios e permeou a discussão com a problemática “transposição didática”. Resultado? Aprovação com distinção, com recomendação para publicação.
À tarde, um excelente trabalho sobre geopolítica. Versava sobre Turquia. Cara muito tranquilo, banca simpática.
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Engraçado isso: não se pode, mesmo, deixar se basear pelo que os outros dizem. Falaram mal, pra mim, de dois professores da USP. Conheci, em uma só tacada, ambos. Claro, há toda aquela coisa de preconceito – afinal, foi a primeira vez que os vi. Mesmo assim, a primeira impressão foi boníssima.
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Inté.
Teorias, 7
De manhã, coletar material na internet para a disciplina do dia. E responder alguns e-mails.
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Aliás, recebo e-mail do editor da BGG. O artigo foi aprovado e já está publicado. Melhor, impossível.
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Aula à tarde, discussão do texto internético do Marcos Carvalho. Em tela, as contribuições de Ratzel, teoria do conhecimento e interdisciplinaridade. Com, claro, um excelente debate no final da aula.
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Ganho, pelo menos verbalmente, um exemplar da Terra Livre. Vamos ver…
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À noite, trabalho com o grupo do Lattes. Coisinha rápida.
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Inté…
Seminarios, 6
Dia tranquilo. Pesquisa na internet de manha, coletando imagens de satelite sobre a Barra Funda. La me vao oito reais na brincadeira.
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Em tese, preparacao para os seminarios do Bistrichi.
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Almoco, e logo apos, tento escrever o trabalho de Urbanizacao. Fico um pouco mais de sete horas ininterruptas digitando. O resultado? O trabalho, pelo menos a primeira versao, pronto. Falta ainda inserir as fotos, os mapas, etc.
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Isso me deixa em um estado de gozo sem fim.
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Capacitacao em Palmas adiada. Para quando? Nao sei.
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Continua frio imenso. Deixa eu ir embora me agasalhar. Inte.
Ensino, 7
Depois de recuperar as discussões sobre os enfrentamentos entre a geografia crítica e a geografia caprichosamente chamada de clássica pela prof. Marisia, discutimos – exemplificando com estudos sobre a cidade de São Paulo – as teorias sobre a cidade gestadas em diversas correntes da Geografia. Ênfase particular, claro, na Geografia dita clássica, Geografia Quantitativa e Geografia Crítica. Essa diferenciação foi retirada de um artigo do Pedro Vasconcelos, professor da UFBa. Posteriormente, a professora apresentou um fichamento do primeiro capítulo do livro do Henry Lefebvre – O direito a cidade.
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Preparei de manhã a formatação da apresentação para a Semana de Geografia. Em vão, pois a professora sequer olhou.
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Felicíssimo, depois de saber que a Capes irá conceder, a título de estímulo, duas bolsas para os mestrados e doutorados reconhecidos em 2006. Retorno ao estado anterior depois de saber que meu curso, apesar de iniciar a primeira turma em 2006, foi reconhecido em 2005.
Pra não perder o gosto: mais outro terrível e nada coincidente azar.
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Pastéis de manhã. Nada como começar de forma excelente o dia.
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Já contactei o Wajdi. Resta saber se terei hospedagem gratuita.
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Não sei se faço minhas obrigações laborais em dois tempos. Se não, ausentarei da pós durante o mês todo. Isso é mal.
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Depois de cair logo no primeiro dia em profundas lamúrias, recorri às atividades físicas para preservar a integridade mental. Às dez, corrida e caminhada. Fez bem.
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Estou com o Plano Diretor da Cidade de São Paulo. Como não é setorializado, não contribui tanto para minha caracterização da Barra Funda. Dá algumas dicas, e tal. Menos mal.
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Luciane foi minha companhia, novamente, das discussões geográficas pós-aula. Até às 20, com pausa para um lanche.
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Conheci dois irmãos. Muito bacanas. Um deles é de Uberlândia, outro daqui de Mauá. Fazem mestrado em Direito. Convite para, qualquer dia, conhecer as redondezas de São Paulo.
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Convite, inclusive, reforçado por meu colega Ricardo. Para Domingo, às 13 horas, em Osasco.
É a vida social, mesmo que incipiente, florescendo.
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Faz muito frio.
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Inté.
Urbanização, 06
Hoje vimos conceitos de processos naturais proporcionadores de riscos ambientais. E seus agravantes, claro, geralmente conduzidos sob mãos humanas. Como sempre, a metade final da aula foi destinada a prática.
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Cheguei de manhã, depois de uma longa noite de sono. Tive como companhia uma culta advogada que, entre um cochilo e outro, discutíamos Nietzche, filosofia moral e a decadência da cultura de massa. É mole?
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Almocei em um restaurante na Tanabi, próximo a Turiassu. Comida muito parecida com aquela oferecida pelo restaurante de costume. A vantagem é que não tem nenhuma encosta íngreme entre o almoço e a universidade.
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Recebi e-mail do serviço. Estão loucos pelos certificados. Que, se não estiverem deletados, deverão estar no lugar onde sempre ficaram. Um determinado sujeito, instruído para manuseá-los, certamente não está a cumprir com sua tarefa.
Eu, com meus acordos verbais, devo levar de novo na tarraqueta.
Regra, meu amigo, portanto é: aceitou o acordo, assine o documento.
Época do ‘fio de bigode’ já foi há muito tempo. Não dá mais para se ter confiança em acordos verbais.
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Vi um anúncio no site da CAPES sobre novas bolsas para programas de pós reconhecidos em 2006. Excelente, se não fosse pelo fato do curso da puc ter sido reconhecido em 2005. A possibilidade é a CAPES entender que, apesar de reconhecido há tempos, o curso só montou a primeira turma em fins de 2006.
Vamos ver, vamos ver.
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Parece-me que o desespero sempre vem quando fico só. Isto é, ficando longe da família, toda essa realidade pessimista começa a me oprimir.
Até quando?
Boa pergunta.
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Inté. E que bons ventos saúdam essa carcaça tão destituída de esperança.
Fim de Semana
Bão sem tanto, como se diz no mais perfeito goianês.
Se eu duvido da benevolência de Deus a meu favor, minha família me desmente de imediato. Jamais poderei pagar a gratidão divina por me cercar de pessoas tão generosas para serem pai, mãe, irmã, esposa, amigos.
É isso.
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Fui apresentado, ao longo do trajeto SP/GO, como “policial federal”. É mole?
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Engraçado como, mesmo tendo absoluta consciência de que o tempo passa logo, ele REALMENTE passa ultra-rápido quando assim não desejamos, e comporte opostamente quando queremos que seja brevíssimo.
Puf.
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Inté.
Teorias, 6
Pois é. O velho desespero retornou. Já até imaginava retirar a imagem no topo do blog (recorte de O grito, de Munch).
Enfim, essas notícias. Ter me deixado levar pelo otimismo talvez seja a razão de tanta frustração.
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Sou teísta convicto. Dada a situação de penúria e indefinição, as alternativas, colocadas em um debate que confirmasse ou não minhas convicções, girariam em torno de:
a) Deus existe mesmo? Se sim, porque não cuida de seus fiéis?
b) O que fiz para merecer tanta dor, aflição, pavor, medo, desespero?
c) O que é um projeto de vida, nessas condições? É justo continuá-lo?
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Olhando para um pequeno cãozinho, confortavelmente instalado em um Audi, que insistia em retribuir o olhar, já não posso dizer que o que passo é uma vida de cachorro. Em algumas circunstâncias, cão vive melhor que a gente.
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Agrava ainda o fato de não ter uma voz amiga, um ouvido disposto a, pacientemente, receber as lamúrias. Pesa o fato de não ter ninguém para conversar. Dói saber que, em algumas circunstâncias, não sabemos dimensionar o valor de uma amizade.
E isso só aumenta minha solidão, minha tristeza. E meu absoluto pavor.
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Recebo recado de que na primeira semana de outubro deveremos ir a Palmas. Esse mês promete. Terceira semana não haverá aula e na quarta devo retornar ao Tocantins. Literalmente, um mês perdido para a pós.
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Em julho, eu torcia para que o mês passasse logo. Vejo que o problema não estava, esotericamente, naquele período.
Peço a Deus, sinceramente, que não me deixe indiferente ao tempo que passa. Que não torça para os dias serem breves. Não, a vida aqui na terra é muito curta pra gente ficar à margem de tudo e de todos. Não quero estar sujeito a passividade. Amar, sim; odiar, talvez; ser indiferente, nunca.
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Segue update logo mais.
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A aula foi muito boa, como sempre. Minha leitura de Lacoste, infelizmente, foi um pouco desleixada – por conta de todo esse problema emocional. E logo hoje o professor coloca os alunos para debaterem…
Sorte minha que as idéias, detalhadamente abordadas em um livro escrito momentos depois da publicação do artigo que estávamos lendo, não eram novidade para mim. Resquícios da preparação para o mestrado na UFU, vejam só…
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Deu certo de ir com o Paulo hoje. Vamos ver.
Seminários, 5
Hoje inicia-se, novamente, a preparação para os seminários. Devo aproveitar para arredondar alguns artigos e, principalmente, meu primeiro capítulo.
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Começo o dia com uma notícia desagradabilíssima. Não consegui bolsa. E mais: dos cinco que solicitaram, somente um conseguiu. E bolsa-empréstimo – isso quer dizer que valerá somente até o início do ano que vem. Traduzindo: da próxima vez que solicitarmos, serão nós cinco, novamente, mais os outros alunos que entrarem nesse semestre.
Lá vem deprê de novo.
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Sem mais.
Ensino, 6
Feira com pastéis maravilhosos, de manhã.
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Revelação terrible: os documentos curriculares criados pela CENPE desde a década de 1980 não são mais usados. Quando questionados, referem-se ao uso corrente dos PCN. No entanto, não houve nenhuma discussão sobre tais documentos em SP.
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Os famosos verdões, guias curriculares – guias mesmo… – legitimavam uma geografia regional, nos moldes tradicionais.
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Tivemos reunião no Núcleo de Pesquisa em Ensino. Tratamos da Semana de Geografia. Ou das semanas de Geografia, já que estaremos na PUC e na USP.
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É isso. Inté.