Orientação, 2
Falar com o Edson é coisa complicada. Ontem, furou-se, por conta do extenso papo que o Alexandre, colega, manteve com ele. Hoje, uma sucessão de celular e pequenos compromissos. A orientação, mesmo, se deu das 17h às 17:30. Coisinha básica: entreguei para ele o material produzido e agendamos para, semana que vem, discutirmos os rumos, os próximos passos.
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De manhã, transferência para conta da Lucineide. Conta de luz. Gastei umas duas horas em telefone pra lá, telefone pra cá, número errado pra lá, agência errada pra cá. Tempo, dinheiro, equação imperfeita.
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Do papo de hoje à tarde (foram convocados todos os professores – apareceram dois), de uma coisa estou certo: é muito fácil dissertar sobre problemas alheios. Duro mesmo é sentí-lo, perceber em cada centímetro e segundo o ardor da decepção, da frustração, do desespero, dos sonhos perdidos. Não há olhar externo que possa compreender isso.
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Julho me criou três problemas: margem consignável travada após meses do extorno, licença e bolsa. Os três continuam sem solução. Da margem, descubro que fizeram cambalacho com meu contrato. Banco Central e SECAD aguardam minha queixa, já, já. Da licença, tive uma boa/má notícia. Tudo depende de uma única pessoa, e acho que o mesmo não irá se posicionar favoravelmente. Da bolsa, nem notícia. Pela SECTO, nem sombra do edital. Pela Capes, sou o terceiro numa fila que, no máximo, dois serão contemplados.
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Uns dois, três dias atrás, uma frase quase saiu por aqui. “De dia, o riso – pelo sonho realizado. De noite, o choro, pela frustração iminente”. Essa semana foi boa, do ponto de vista da minha capacidade de ter fé. Semana que vem, não sei. Esse final de semana, não sei. Não sei. Não sei.
Apesar dessa indefinição me matar, antes ela do que a certeza definitiva do assassinato dos sonhos.
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Ao que parece, devo ir ao Encontro de Professores, na próxima semana. Dois mil quilômetros, quatrocentos reais. Sem pena, sem dó.
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Tenho um tio que faz muita troça com situações desesperadoras, repetindo, comicamente: “ele queria mmmoooorrrrrrrêêêêêrrrrrr”. Eu quero chorar. Chorar. E torcer para que esse pesadelo acabe logo. Ou que prevaleça os sonhos. Materializados, claro.