No mundo das metáforas…
apenas uma é lembrada para aproximar o ‘abstrato conceito’ tanto de competência como de habilidade.
Trata-se da famosa história de “Você ao volante aprendendo dirigir um carro”.
Mais ou menos assim: enquanto você se preocupa com os pedais do freio, acelerador e embrenhagem, as mãos devem se alinhar firmemente no volante, para que, eventualmente, se dirija ao câmbio, enquanto os olhos espacializam o trajeto a ser percorrido pelo veículo.
Traduzindo: todas essas ações são, isoladamente, habilidades. O trato sistêmico, consciente e interrelacionado de cada uma delas que produz a competência. Dessa forma, o ato de acelerar bem, ou freiar maravilhosamente, não lhe traz competência na condução do carro.
[quase nunca vejo o pessoal lembrar que, antes de tudo, é preciso aprofundamento teórico das de trânsito e de todo aparato legal que o rege e que competências não são meramente saber fazer. Acredito que seja esquecimento mesmo.]
Acho que a primeira vez que li esse exemplo foi num pequeno texto de uma professora do curso de Biologia da UnB, Lenise Garcia, há uns quatro anos atrás. De lá pra cá, perdi a conta de quantas vezes ouvi essa história.
Hoje ouvi de novo. Com preces de que seja a última. É preciso avançar, ora!