O professor e o currículo, Arroyo

Com admirável surpresa que li o texto de Arroyo. Não gostei muito dele em 'Ofício Professor'. Mas o cara, nesse presente (Experiências de Inovação Educativa: o currículo na prática da escola, in: MOREIRA, A.F.B. Currículo: políticas e práticas. Campinas: Papirus, 2001), foi simplesmente formidável. Um tapa na pretensão dos técnicos – quase sempre alheios às dinâmicas pedagógicas no interior das escolas.
Um teco do que fiz hoje, ó:

Como justificativa dos planos interventivos, os técnicos educacionais têm sempre à mão diagnósticos pessimistas. O professor é despreparado, tradicional. O currículo está defasado, antiquado. Com essas constatações, chega-se a uma conclusão: é preciso “definir para esses professores o que fazer e o que pensar” (Arroyo, 2001:135). Grosso modo, uma “cultura tutelar” dos professores.

Abril 11, 2006. Currículo. Deixe um comentário.

Em viagem

Hoje estive acompanhando escolas estaduais de Formoso, um município vizinho, distante uma hora de ônibus.

Visitei três escolas, com um olhar atento no interior das bibliotecas.

Entre pérolas, descobri uma coleção intitulada 'Memória e Currículo', da Editora Cortez. Tirei cópias de alguns textos, com uma promessa de enriquecer conceitualmente a primeira parte de meus estudos.

***

Acordei hoje às cinco da manhã. Estou dormindo em pé. Com licença, tá? 

Abril 10, 2006. Workaholic. Deixe um comentário.

Tsc, tsc…

Vide post de ontem.

:(  

Abril 7, 2006. Workaholic. Deixe um comentário.

Trabalho, Trabalho

Trabalho, como se sabe, no Departamento do Currículo. É a 'célula' responsável pela formação continuada dos professores.

Existem várias 'frentes', isto é, várias modalidades de cursos de formação contínua. Entre elas, está uma, especificamente, voltada para atendimento dos professores de 1ª e 2ª séries.

Essa modalidade é conduzida mediante uma parceria com o Instituto Ayrton Senna. Talvez o rígido acompanhamento do trabalho pedagógico seja sua maior característica.

E onde eu entro nessa história?

Justamente aqui. O acompanhamento de 101 turmas é feito através de análise e inserção no portal IAS de dados referentes a quatro relatórios principais: dados cadastrais, perfil da turma, relatório mensal e ficha de acompanhamento e leitura. Para cada turma, quatro relatórios.

Trocando em miúdos: são 404 relatórios a ser incluídos no sistema IAS, manualmente.

Esse mês, começa o furdunço. Isso se repetirá por toda a primeira semana do mês, até dezembro. Pelo menos três dias dessa semana, estarei sem tempo para leitura, sem tempo para escrever, sem tempo para pensar.

Argh. 

Abril 6, 2006. Workaholic. Deixe um comentário.

Multiculturalismos

Pensei em editar os dois post's anteriores; isso porque:

 1. O que estou fazendo não é uma dissertação acadêmica – mesmo porque não sou acadêmico, strictu sensu. Disserto, apenas.

2. Não iria terminar tópico algum – pois, na verdade, pretendo apenas dar um formato a vários artigos com uma lógica conectiva entre eles.

Posto isso, vamos às conclusões:

* É necessário pensar o currículo como uma política cultural – quase sempre uma manifestação da cultura hegemônica;

* É importantíssimo distinguir os vários multiculturalismos existentes;

* É fundamental rejeitar o multiculturalismo benigno que, sob o manto do politicamente correto, mascara as profundas desigualdades existentes na sociedade. 

* A cultura escolar é, majoritariamente, representação da cultura hegemônica; há, pois, um monoculturalismo na escola;

* É preciso pensar em alternativas multiculturais para escola.

Queria que o próximo tópico fosse o conceito de competência nas teorias administrativas. Como ainda não comprei nenhuma das duas obras desejadas, e ainda não terminei de escrever sobre as reformas educacionais atuais, voltarei para esse último tema.

***

Nunca estive tão animado. 

Abril 5, 2006. Multiculturalismo. Deixe um comentário.

Cultura, educação

É uma situação complicada, isso de começar e parar pela metade. Estava escrevendo sobre multiculturalismo. Havia citado Veiga-Neto, que, por sua vez, havia citado Kant. E quem diz eu achar o bendito do Veiga-Neto e o malcriado do Kant agora?

Decidi relevar isso. 

Por outro lado, achei um bom texto do Veiga-Neto na Revista Brasileira de Educação e uma formidável entrevista com o Boaventura de Souza Santos no currículosemfronteiras.org. 

Mas o ponto alto de hoje foi, mesmo, a tentativa de conceituação dos vários multiculturalismos, segundo o Alfredo Moreira: Multiculturalismo conservador, multiculturalismo liberal, multiculturalismo liberal de esquerda e multiculturalismo crítico.

Acredito que amanhã termino de escrever sobre esse tópico. Já era sem tempo.  

Abril 4, 2006. Multiculturalismo. Deixe um comentário.

Retornando à lide burocrática

Enganei-me ao pensar que poderia, já hoje, estar retornando alguns pontos da dissertação. As razões?

Toda segunda-feira temos, ordinariamente, uma reunião interdepartamental. A duração, geralmente, fica em torno de duas a três horas. Hoje, terminou as dez e meia. Uma hora depois, o chefe chamou parte de nossa equipe para mais uma reunião – agora em seu gabinete.

Uma proposta interessante – para dizer o mínimo. A tarefa dada pelo distinto foi auxiliar na elaboração de um currículo voltado para as escolas rurais. Terá patrocínio do governo federal e tudo mais.

À tarde, enquanto organizava a papelada, mais uma boa notícia: o salário, a partir de julho, estará 22% mais gordo. E, nesse caso, quanto mais gordo, mais saudável.

Apesar de não ter produzido absolutamente nada, considero um dos melhores dias do ano. Também, com essas notícias, né…

Abril 3, 2006. Workaholic. Deixe um comentário.

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