Hiato

Excepcionalmente, pausa. As próximas duas semanas prometem ser duras. É o momento dos encontros presenciais da formação continuada. Aperto que se sucede apenas duas vezes por ano (ainda bem!). Depois dessa, só em outubro. Felizmente.

Março 17, 2006. Pensando. Deixe um comentário.

Iniciando algumas idéias sobre o multiculturalismo no currículo

É interessante perceber as contradições, aparentemente, dos currículos nacionais. Se, por um lado, privilegia a valorização dos aspectos culturais, da diversidade regional, estabelece, por outro, uma seleção de determinados conteúdos como componentes mínimos, desconsiderando, aqui, a premissa anterior.

O Alfredo Veiga-Neto remete a Kant para discutir a origem daquilo que ele chama de orientação machista, européia, judaico-cristã e eurocêntrica do currículo.

Deixa eu raciocinar sobre isso direitinho e definir se é ou não importante estar argumentando sobre esse arrazoado filosófico.

Vamos que vamos.

Março 16, 2006. Multiculturalismo. Deixe um comentário.

Historiando o conceito de Currículo

Nesse primeiro momento, aproveito parte do meu projeto. Valho-me de Tomaz Tadeu da Silva para discutir as vertentes da origem conceitual do currículo. A começar por Bobbitt, Tyler e Dewey, finalizando nas teorias da Qualidade Total e das Competências e Habilidades.

É importante se ter claro a recorrente polissemia rica, conceitualmente falando, quando se estuda o currículo. Isso não é de todo ruim; perceber como os diversos grupos sociais recontextualizam e se apropriam do conceito é divertidíssimo.

Continuemos.

Março 15, 2006. Currículo. 1 comentário.

Estrutura

A estrutura pensada da dissertação – pelo menos para orientação imediata – compõe-se de quatro capítulos, conforme abaixo:

1 – CURRÍCULO, REFORMAS EDUCACIONAIS, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

1.1 – Currículo: breve conceituação

1.2 – Por um currículo multicultural

1.3 – Contexto das atuais reformas educacionais

1.4 - O conceito de Competências nas teorias jurídicas e administrativas

1.5 – Primórdios do conceito de Competências em sua acepção pedagógica

1.6 – Competências e Habilidades em Perrenoud

1.7 – Currículo por Objetivos (conteudista) versus Currículo por Competências e Habilidades

2 – REFORMAS CURRICULARES E A GEOGRAFIA ESCOLAR

2.1 –A Geografia Escolar e as reformas curriculares orientadas por políticas neoliberais

2.1.1 - Estados Unidos

2.1.2 - Inglaterra

2.1.3 - Espanha

2.1.4 – Portugal

2.2 - Currículo Humanista e Geografia, no Brasil

2.3 – Currículo ‘Moderno’ e Geografia: dos pareceres de Ruy Barbosa a Aroldo de Azevedo

2.4 - – Geografia Escolar Crítica e as propostas curriculares

2.4.1 Aproximações entre o multiculturalismo crítico e a Geografia Crítica Escolar

2.5 – Os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Geografia Escolar

2.6 - Competências e habilidades em Geografia e validade das matrizes curriculares em Geografia

3 – A CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR DE GEOGRAFIA DO TOCANTINS

3.1 – O Estado do Tocantins: contexto histórico das reformas curriculares

3.2 – Formação Continuada para professores no Tocantins: princípios, objetivos e resultados

3.3 – Parâmetros Curriculares Nacionais e sua discussão no Tocantins

3.4 – A elaboração e implementação da proposta curricular no Tocantins

3.5 – Ponderações sobre os fundamentos da proposta curricular de Geografia do Tocantins

3.5.1 – Objetivos

3.5.2 – Referencial teórico

3.5.3 – Eixo Norteador

3.5.4 – Encaminhamentos Didáticos

3.6 – As competências e habilidades da Proposta Curricular de Geografia do Estado do Tocantins

3.7 – Reflexões urgentes a respeito da Proposta Curricular de Geografia do Tocantins

4 – A PROPOSTA CURRICULAR, OS PROFESSORES, OS ALUNOS: DA TEORIA A PRÁTICA

4.1 – As diversas geografias existentes no cotidiano escolar

4.2 – A Geografia dos Técnicos, a Geografia dos Professores, a Geografia dos alunos

4.3 – Das concepções de “competências” existentes

4.4 – Índio na escola, educação escolar indígena?

4.5 – Transpondo didaticamente a organização curricular por competências: percalços e obstáculos

4.6 – Orientações didáticas

Março 14, 2006. A dissertação. Deixe um comentário.

Hoje

Hoje, às 14 horas. Deveria estar com sonolência, levemente cansado por uma hora de viagem. No imenso pátio da universidade, estaria a remoer os planos de que faria, dois anos daqui.

Sonho. Fantasia. Só.

Fui preterido. Isso dá uma pontinha de dor, algo como ‘onde foi que errei’. OK, outros (ou ‘outras’, no caso) foram melhores. Só que isso não é reconfortante. Não é mesmo.

Pois é. Uma coisa eu devo fazer – e isso está claro. Talvez até como desafio – para provar que sou mesmo capaz de escrever uma ‘dissertaçãozinha’ qualquer, esse blog passa, a partir de hoje, contar com a descrição de meus obstáculos e dificuldades práticas na sua elaboração.

Afinal, não estou cursando nada. Isso é apenas uma ilusão na minha cabeça.

Março 13, 2006. Pensando. 1 comentário.

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